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DINAPENIA: SIGNIFICADO E COMO EVITAR!

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Crédito da Imagem: Design by Canva

A relação entre atividade física, nutrição e longevidade tem ganhado força entre profissionais de saúde, e o médico Dr. Takassi reforça esse ponto ao explicar como diferentes tipos de treino influenciam diretamente nossa autonomia física ao longo da vida. Para ele, o maior equívoco de quem busca saúde é acreditar que apenas “se movimentar” basta. O corpo envelhece seguindo dois caminhos paralelos: a perda de massa magra (sarcopenia) e a perda de força neuromuscular (dinapenia), esta última podendo avançar até dez vezes mais rápido. É justamente essa perda de força que compromete tarefas simples — como levantar da cadeira ou caminhar com estabilidade — e que determina o quanto uma pessoa conseguirá manter independência na velhice.

Takassi destaca que, a partir dos 40 anos, o corpo começa a perder cerca de 1% de massa muscular por ano, mas o declínio da força pode chegar a 10% no mesmo período. Isso muda completamente a forma como devemos enxergar o treino: não basta apenas hipertrofia; é preciso estimular o sistema nervoso a manter e criar novas ramificações que ativem o músculo de forma eficiente. Daí a importância do treino de força estruturado, com cargas altas, poucas repetições e intervalos mais longos — um modelo que favorece a habilidade neuromuscular e combate diretamente a dinapenia.

No campo da nutrição e do estilo de vida, o médico dedica atenção especial à gordura abdominal, que ele descreve como um dos pilares da inflamação crônica. Segundo Takassi, o acúmulo de gordura na região abdominal está fortemente ligado ao excesso de glicose e ao consumo de calorias acima da capacidade metabólica do corpo. Quando há glicose sobrando, o fígado a converte em triglicerídeos, que acabam se acumulando no abdômen e elevando marcadores inflamatórios como interleucina-6 e TNF-alfa. Esse processo, além de aumentar o risco cardiometabólico, reduz a eficiência da junção neuromuscular — prejudicando diretamente os ganhos de força. Para o leitor interessado em bem-estar, Takassi reforça que não existe um exercício “perfeito” para perder gordura abdominal: o fator decisivo é a consistência, seja no treino aeróbico ou na musculação. O melhor exercício é aquele que a pessoa consegue manter ao longo da vida.

Ao falar de hipertrofia, Takassi explica que o estímulo ideal envolve microlesões musculares controladas, séries mais longas e foco na fase excêntrica do movimento, que ativam a via metabólica do mTOR, essencial para o crescimento muscular. Ele também alerta que a imersão em água gelada logo após o treino — prática popularizada como estratégia de recuperação — reduz a sinalização do mTOR e pode atrapalhar o ganho de massa magra, sendo mais útil apenas para atletas que precisam treinar habilidades novamente em curto intervalo.

No campo da suplementação, Takassi é direto: poucos suplementos têm impacto real e comprovado na longevidade e na performance. Entre eles, a proteína ocupa posição central. Metanálises mostram que uma ingestão proteica adequada está associada à preservação de massa magra, ao ganho de força e à melhora da performance — pilares fundamentais para envelhecer com autonomia. Ele destaca que, após os 40 anos, a atenção ao consumo proteico deve ser redobrada, já que o corpo passa a ter maior dificuldade de manter e reparar tecido muscular.

Outro suplemento que recebe destaque é a creatina, que Takassi descreve como uma das substâncias mais estudadas e com maior evidência científica. A creatina melhora a capacidade de produção de força, favorece a performance neuromuscular e contribui para a preservação da massa magra — especialmente importante para quem já enfrenta o declínio natural da força relacionado ao envelhecimento. Para o público de nutrição e estilo de vida, a mensagem é clara: a creatina não é apenas um suplemento esportivo, mas uma ferramenta de saúde preventiva.

Ao final, o médico reforça que a combinação entre alimentação estratégica, controle da inflamação crônica, suplementação bem orientada e treino estruturado forma o tripé mais poderoso para envelhecer com autonomia, energia e qualidade de vida. Para Takassi, longevidade não é apenas viver mais — é viver melhor, com força, mobilidade e independência.

Confira o vídeo completo sobre o tema:

Confira também as matérias:

https://www.metabolichealthbrasil.com.br/news/?url=treino-de-forca:-o-que-realmente-importa!

https://www.metabolichealthbrasil.com.br/news/?url=musculo:-o-orgao-da-longevidade.

 

Dr. Guilherme Takassi

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Médico.

Fundador do canal do You Tube "Dr. Takassi"