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LIMIAR DE GORDURA CORPORAL: SIGNIFICADO.

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Crédito da Imagem: Design by Freepik

Amy Berger, nutricionista e escritora, em sua palestra sobre o conceito de limite de gordura pessoal, aborda a ideia de que cada indivíduo possui uma capacidade genética única para armazenar gordura, o que ela chama de "limiar pessoal de gordura". Ela critica a tendência social de julgar a saúde de uma pessoa apenas com base em sua aparência física, destacando que é inaceitável fazer suposições sobre a dieta e o nível de atividade de alguém apenas observando seu corpo. Berger menciona que, ao participar de maratonas, observou pessoas de todas as formas e tamanhos, o que a inspirou a entender que a saúde não é determinada apenas pela forma física.

Berger relata sua própria experiência, afirmando que, apesar de ter corrido uma maratona e ter sido militar, sua saúde não melhorou apenas com o exercício, mas sim com mudanças em sua alimentação. Ela enfatiza que não é possível determinar a saúde de uma pessoa apenas pelo seu peso ou IMC (Índice de Massa Corporal), pois existem pessoas magras que sofrem de doenças metabólicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Ela menciona que a obesidade é frequentemente vista como a única causa dessas condições, mas isso não é verdade, pois muitas pessoas magras também enfrentam esses problemas.

A palestrante discute a lipodistrofia, uma condição em que as pessoas não conseguem armazenar gordura adequadamente, levando a sérios problemas metabólicos. Ela explica que, quando uma pessoa atinge seu limite pessoal de gordura, o corpo começa a armazenar gordura em locais indesejados, como músculos e órgãos internos, resultando em gordura visceral, que é prejudicial à saúde. Berger critica o uso do IMC como um indicador de saúde, afirmando que ele ignora a composição corporal e não reflete a verdadeira saúde de um indivíduo.

Berger também menciona a pesquisa de Keith Frayn, que sugere que o tecido adiposo atua como um amortecedor de energia. Quando esse tecido está saturado, problemas metabólicos começam a surgir, como resistência à insulina. Ela argumenta que a resistência à insulina não é uma condição que se aplica a todas as pessoas com sobrepeso, pois muitas pessoas magras também podem ser resistentes à insulina. A palestrante sugere que a hiperinsulinemia crônica, que é o aumento constante dos níveis de insulina no sangue, é um problema mais relevante do que a resistência à insulina.

Além disso, Berger discute como dietas de baixo carboidrato e jejum podem levar a melhorias rápidas em condições metabólicas, mesmo antes da perda de peso significativa. Ela menciona que a cirurgia bariátrica pode resultar em remissões de diabetes tipo 2 em pacientes que ainda são obesos, desafiando a ideia de que a obesidade é a única causa dessas doenças. A palestrante conclui que o conceito de limite pessoal de gordura é uma hipótese que pode explicar muitas dessas questões de saúde de forma mais eficaz do que as abordagens tradicionais que se concentram apenas no peso corporal.

Berger faz referência a artigos científicos que discutem a relação entre obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, enfatizando que a saúde metabólica deve ser o foco principal, em vez de simplesmente olhar para o peso ou o IMC.

Por fim, a palestrante reitera a questão do estigma associado ao peso, ressaltando que a sociedade frequentemente julga as pessoas com base em sua aparência, sem considerar a saúde metabólica subjacente. A palestra é um convite à reflexão sobre como a sociedade percebe a saúde e o peso, enfatizando a importância de entender o limite pessoal de gordura de cada indivíduo.

Confira os episódios completos da palestra:

 

Amy Berger

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Nutricionista. Escritora.

Fundadora do canal "Keto Without Crazy".

Autora dos Livros: "The Alzheimer's Antidote".

                               "End Your Carb Confusion".