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O PAPEL DA INSULINA NA FLEXIBILIDADE METABÓLICA!

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Crédito da Imagem: Design by Canva

O Dr. Ben Bikman, especialista em metabolismo, explica que o corpo humano não escolhe aleatoriamente entre queimar açúcar ou gordura: essa decisão é guiada quase inteiramente pelo hormônio insulina. E, segundo ele, não são “carboidratos” de forma genérica que elevam esse hormônio, mas principalmente os carboidratos de rápida digestão e alto índice glicêmico — como açúcar, mel, sucos, refrigerantes, pães, massas, arroz branco,  doces e farinhas refinadas. Esses alimentos provocam picos de glicose no sangue e, consequentemente, picos de insulina. Já carboidratos ricos em fibra, como vegetais, leguminosas e frutas inteiras, geram respostas muito menores.

Bikman destaca que, quando a insulina sobe, ela envia um comando metabólico claro: pare de queimar gordura e comece a queimar glicose. Isso acontece porque a insulina bloqueia a liberação de ácidos graxos pelo tecido adiposo e dificulta a entrada dessas gorduras na mitocôndria, onde seriam convertidas em energia. Assim, mesmo que haja gordura disponível, o corpo fica “travado” no modo glicose.

Ele revisita o clássico ciclo glicose–ácido graxo, mostrando que carboidratos e gorduras competem entre si como combustíveis. Quando um está disponível em excesso — especialmente glicose proveniente de carboidratos refinados — o corpo prioriza esse combustível e inibe o outro. Em outras palavras, se você fornece muito açúcar ao organismo, ele não apenas queima esse açúcar primeiro, mas também impede ativamente a queima de gordura. É uma escolha metabólica forçada: ao optar por um combustível, o corpo automaticamente deixa o outro de lado.

Bikman também explica que dietas com menos carboidratos de alto impacto insulinêmico aumentam significativamente a capacidade de oxidar gordura, tanto em repouso quanto durante exercícios. Atletas em dietas cetogênicas, por exemplo, queimam mais gordura e preservam glicogênio muscular. Em pessoas comuns, reduzir carboidratos refinados diminui a insulina basal, permitindo que o corpo volte a acessar suas reservas de gordura de forma eficiente.

Outro ponto central é a flexibilidade metabólica — a habilidade de alternar entre queimar carboidratos e queimar gordura. Em indivíduos com resistência à insulina, essa flexibilidade se perde: eles ficam presos no modo glicose, mesmo quando deveriam estar oxidando gordura. Isso favorece o acúmulo de gordura em locais inadequados, como fígado e músculo, contribuindo para esteatose, inflamação e disfunção metabólica.

No fim, Bikman reforça que não é a quantidade de calorias que determina qual combustível será usado, mas sim o sinal hormonal. Como os carboidratos de rápida absorção são os maiores estimuladores de insulina, são eles que mais influenciam essa troca metabólica. Reduzir esses carboidratos libera o corpo do bloqueio hormonal que impede a queima de gordura. Em suas palavras, entender o ciclo glicose–ácido graxo revela uma verdade simples: quando você controla a insulina, você devolve ao seu corpo a liberdade de usar a própria gordura como energia — e isso transforma completamente sua saúde e sua vitalidade.

Confira o episódio completo :

 

 

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https://www.metabolichealthbrasil.com.br/news/?url=a-importancia-da-insulina-no-emagrecimento!

Benjamin Bikman

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Professor, autor, pesquisador e cientista metabólico.

Fundador do site https://www.insuliniq.com

Autor dos livros: "Why we get sick" e How not to get sick"